Você já parou para pensar em quantos dados de saúde você compartilha na internet? Agendamento de consultas, resultado de exames, histórico médico, prescrições. Tudo digital, tudo conectado. Parece prático, e é. Mas também abre portas para riscos, mesmo que quase ninguém goste de admitir. A tecnologia trouxe facilidades incríveis para o cuidado com a saúde, conectando pacientes e profissionais, como faz o Cuidar Bem Card, mas também exige uma reflexão sincera sobre proteção de dados.
Por que proteger dados de saúde é tão relevante agora?
O uso crescente de aplicativos, plataformas SaaS e atendimentos remotos, incluindo telemedicina, revolucionou a forma como lidamos com nossa saúde. Basta pensar na pandemia de Covid-19 para lembrar como as consultas migraram rapidamente para o ambiente digital. Só que essa digitalização também trouxe novos desafios de segurança.
Não são apenas dados bancários que interessam aos cibercriminosos. Informações de saúde são valiosas e cobiçadas. Segundo a Bitglass, em 2020 houve aumento de 55,1% nas violações, afetando cerca de 26 milhões de pessoas. E de 2005 a 2019, mais de 249 milhões foram impactados, conforme dados do Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos EUA.
Seus dados de saúde contam a história mais íntima da sua vida. Eles merecem cuidado.
O que são dados sensíveis de saúde?
Antes de falar em proteção, precisamos entender do que estamos falando. “Dados sensíveis” são informações capazes de identificar uma pessoa, que dizem respeito a saúde física, mental, genético, biométricos, orientação sexual, religião, entre outras. Na área da saúde, exemplificando de forma simples:
- Histórico médico
- Resultados de exames laboratoriais
- Prescrições e laudos
- Dados de consultas (locais, horários, diagnósticos)
- Informações genéticas ou biometricas
Esses dados são protegidos pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), mas — talvez surpreenda — a lei por si só não impede vazamentos ou ataques.
Imagine só um serviço de agendamento online exposto, como já aconteceu em 2023: 73% das organizações de saúde já armazenam dados na nuvem; 61% sofreram ataques em sua infraestrutura de nuvem, com phishing liderando as violações, segundo levantamento citado pela Xlogic.
Principais riscos e como eles acontecem
O ciclo de vida de um dado digital é cheio de pontos frágeis. Nem sempre é um hacker sofisticado; vezes, basta uma senha fraca ou um antivírus desatualizado. A pesquisa TIC Saúde 2022 revelou: 90% dos hospitais investem em antivírus, mas só 18% usam autenticação em dois fatores.
- Phishing: Mensagens falsas que pedem atualização de cadastro ou resultado de exame, induzindo o clique em links maliciosos
- Ransomware: Vírus que bloqueiam acesso a dados em troca de resgate
- Vazamento via e-mail: Uso de e-mails pessoais não protegidos para enviar documentos médicos
- Senhas fracas: “123456”, “senha123” e afins são mais comuns do que se imagina
- Uso indevido por funcionários: Falta de política de acesso dentro das empresas multiplica o risco
Pequenas falhas viram grandes escândalos de privacidade.
Boas práticas para pessoas físicas
Você, paciente ou usuário de apps de saúde, pode não controlar tudo, mas pode — e deve — adotar alguns cuidados. Nem sempre parece prático, admito, mas fará diferença.

- Use senhas longas: Mescle letras, números e símbolos. Senhas fáceis são alvos fáceis.
- Ative a autenticação em dois fatores sempre que possível: Receber um SMS ou usar um app para autenticação.
- Atualize aplicativos e sistemas: Softwares desatualizados têm brechas conhecidas.
- Desconfie de e-mails ou mensagens suspeitas: Prefira acessar plataformas por meio dos sites oficiais. Links encurtados ou estranhos? Passe longe.
- Evite compartilhar informações médicas por WhatsApp ou e-mail comum: Prefira plataformas seguras.
- Leia as políticas de privacidade: Pode parecer cansativo, mas dá para entender o básico de como seus dados serão utilizados.
Quer mais detalhes sobre como a tecnologia está redefinindo a saúde e trazendo novas soluções e desafios? O artigo sobre como a tecnologia está redefinindo a saúde aprofunda muito bem esse cenário.
Cuidados imperdíveis para empresas e profissionais de saúde
A responsabilidade de proteger dados de pacientes é grande. Plataformas como o Cuidar Bem Card investem em segurança porque confiam nesse elo para criar conexões de confiança. No entanto, nem todas as empresas fazem o mesmo. Em 2022, só 39% das instituições adotavam políticas de segurança adequadas, mesmo com 76% promovendo treinamentos, como mostra um levantamento da Migalhas.
Como profissionais ou gestores podem melhorar suas práticas? Abaixo, algumas medidas — algumas muito simples até.
- Restrinja o acesso aos dados: Nem todos na equipe precisam acessar todos os prontuários.
- Implemente autenticação forte e rotativa: Troque senhas periodicamente e use autenticação de dois fatores.
- Faça backups frequentes: Armazene em locais criptografados e verifique se o backup foi feito corretamente.
- Ofereça treinamentos regulares: Inclua todos — não apenas equipe de TI.
- Tenha política formal de segurança da informação: Registre as práticas e atualize periodicamente.
- Invista em tecnologias seguras: Plataformas robustas, como o Cuidar Bem Card, priorizam isso.
- Implemente monitoramento: Detectar acessos incomuns rápido pode evitar desastres.
Se a sua empresa não foca em segurança, por que o paciente confiaria nela?
Como reconhecer se seus dados estão em risco?
Você recebeu mensagens estranhas, viu movimentações que não reconhece, ou escutou notícias de vazamento em algum laboratório onde já fez exames? O risco existe.
- Entradas suspeitas na sua conta de saúde digital
- Solicitações de redefinição de senha que você não fez
- Recebimento de propostas “exclusivas” por e-mails que só são usados em aplicativos de saúde
E se acontecer? Busque a empresa, troque senhas imediatamente, e notifique órgãos de proteção de dados se houver indício de vazamento.
O artigo sobre inovações em tecnologia em saúde mostra como plataformas modernas tentam minimizar esses riscos com novos recursos.
O papel das plataformas de saúde inovadoras
Projetos como o Cuidar Bem Card vão além de oferecer conveniência — eles apoiam profissionais na adoção de recursos que protegem os dados de quem busca atendimento. Gestão de informações sob rigorosas camadas de segurança, autenticação em múltiplos fatores e ferramentas de gestão modernas passam a ser parte do serviço.

Quando você opta por plataformas que se preocupam de verdade com a proteção dos dados — e investem nisso, como o Cuidar Bem Card — já reduz bastante a chance de ter problemas. E isso ajuda a todos: pacientes, profissionais, clínicas.
A jornada do paciente digital é abordada com mais detalhes no artigo como a tecnologia facilita a jornada do paciente, um conteúdo interessante para quem gosta do tema.
Inclusive, a transformação do atendimento médico está cada vez mais relacionada à segurança e acessibilidade. Não dá para pensar no futuro da saúde sem falar em proteção de dados.
A telemedicina, por exemplo, ganhou destaque e — felizmente — está cada vez mais segura. Mas sempre vale lembrar que o usuário também precisa estar atento. Se quiser se aprofundar, o artigo sobre telemedicina e seus benefícios aborda não só oportunidades, mas também cuidados.
Conclusão
Saúde digital sim, mas com privacidade e segurança sempre.
O número crescente de violações e vazamentos exige que todos, pacientes, profissionais e empresas, adotem medidas reais para proteger os dados de saúde — não só porque a lei exige, mas porque cada história merece sigilo absoluto.
A tecnologia não para de avançar e, graças a plataformas seguras como o Cuidar Bem Card, já é possível contar com soluções digitais que priorizam o cuidado integral, inclusive na proteção das informações.
Cuide dos seus dados com o mesmo cuidado que você espera receber no atendimento à sua saúde. E, claro, aproveite para conhecer todos os benefícios e inovações que o Cuidar Bem Card oferece — proteja-se hoje, garanta tranquilidade sempre.
Perguntas frequentes
O que são dados de saúde online?
Dados de saúde online são todas as informações relacionadas à saúde de uma pessoa armazenadas ou compartilhadas pela internet. Podem incluir históricos médicos, exames, resultados laboratoriais, prescrições, laudos, informações sobre consultas e até mesmo dados gerados por aplicativos de bem-estar. Esses dados são considerados sensíveis porque identificam diretamente a saúde e o perfil do indivíduo.
Como proteger minhas informações médicas na internet?
Você pode proteger suas informações médicas adotando algumas medidas simples, mas eficazes: escolha senhas difíceis e diferentes para cada plataforma; ative a autenticação em dois fatores sempre que possível; mantenha aplicativos atualizados; evite acessar sua conta de saúde em dispositivos públicos; e desconfie de mensagens suspeitas. Dê preferência a plataformas conhecidas e que informam claramente suas políticas de privacidade, como faz o Cuidar Bem Card.
Quais riscos corro ao compartilhar dados de saúde?
Ao compartilhar dados de saúde online, você corre risco de vazamentos, fraudes, uso indevido dos dados para golpes, discriminação ou exposição de informações pessoais. Em casos graves, dados médicos podem ser usados em tentativas de extorsão ou para criação de perfis falsos, prejudicando sua segurança e privacidade. Os relatórios mencionados acima mostram que phishing, ransomware e vazamento via e-mail são riscos concretos.
É seguro usar aplicativos de saúde?
Em geral, aplicativos de saúde são seguros quando desenvolvidos por empresas sérias e comprometidas com a segurança. Procure avaliar a reputação do app, verifique se há políticas claras de proteção e, se possível, use somente apps que implementam autenticação em dois fatores e criptografia. Nem todo aplicativo segue os melhores padrões, então, observe sinais de descuido, como ausência de informações sobre privacidade ou pedidos de dados desnecessários.
O que fazer se meus dados vazarem?
Se for informado ou suspeitar que seus dados de saúde vazaram, troque suas senhas imediatamente, entre em contato com o serviço ou empresa responsável pelo vazamento e registre denúncia junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Se possível, monitore atividades suspeitas em aplicativos e contas associadas, e evite clicar em links desconhecidos enviados após o incidente.